Química Interativa: tecnologia 3D transforma o aprendizado e desperta o interesse científico em Barra do Riacho
O projeto “Química Interativa: Explorando o Futuro com Impressão 3D”, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) no edital PICJr 2025, tem como objetivo modernizar o ensino de Química e aproximar os estudantes da ciência e da tecnologia. A iniciativa é uma parceria entre o Ifes – Campus Aracruz e a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Caboclo Bernardo, localizada em Barra do Riacho, região marcada por desafios socioeconômicos e ambientais.
Coordenado pela professora Nádia Ribeiro Amorim Aiolfi (Ifes Aracruz), com a participação da professora tutora Ângela Cavalierie, apoio da direção escolar de Auriel Stauffer Moreira Júnior, o projeto é voltado para alunos bolsistas de Iniciação Científica Júnior, que terão a oportunidade de aprender ciência de forma prática, criativa e inovadora.
Por meio do uso da impressão 3D, os bolsistas irão criar e manipular modelos tridimensionais de moléculas, estruturas atômicas e reações químicas, tornando o aprendizado mais visual, acessível e dinâmico. A proposta busca despertar o interesse pela pesquisa científica e desenvolver competências digitais e analíticas, fundamentais para a inserção dos jovens no mercado de trabalho e na comunidade científica.
A metodologia envolve três etapas principais: capacitação dos bolsistas em modelagem e impressão 3D, desenvolvimento de projetos autorais e análise dos resultados obtidos. Os estudantes serão protagonistas de todo o processo, desde a pesquisa até a apresentação dos produtos e aprendizados na Jornada de Integração do Ifes, momento de socialização e troca de experiências com a comunidade escolar e acadêmica.
Além de fortalecer o ensino de Química, o projeto tem impacto direto na inclusão científica e digital da comunidade escolar de Barra do Riacho, promovendo o acesso a tecnologias que muitas vezes não fazem parte da realidade cotidiana dos estudantes. As ações também incluem exposições interativas de modelos 3D, oficinas abertas à comunidade e palestras de divulgação científica, ampliando o alcance do conhecimento e estimulando o interesse pela ciência.
Com a participação de cinco bolsistas ICJr e apoio de bolsas para tutoria e coordenação, a iniciativa pretende deixar um legado de materiais didáticos inovadores e inspirar novas práticas pedagógicas nas escolas públicas do Espírito Santo.
“O projeto une ciência, tecnologia e inclusão, mostrando que a inovação pode estar presente também na educação básica. É uma oportunidade para que os alunos se reconheçam como protagonistas do próprio aprendizado”, destaca a professora Nádia Ribeiro Amorim Aiolfi, coordenadora da proposta.
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